Domingo, 6 de Abril de 2008

Sobre acreditar no potencial de evolução

Acho por bem, neste primeiros posts, colocar algumas idéias sobre os pontos que elenquei na apresentação do blog como coisas em que acredito. Todos, em maior ou menor grau, norteiam a condução da minha vida e da minha interação com as pessoas.

De fato, tudo teria menos brilho e sentido se não fosse pela convicção que tenho na capacidade de evolução que possuímos. Para mim, isso é visto como verdadeiro poder/dever, e pressuposto básico de uma existência que, se não é totalmente explicável e compreensível, pelo menos alberga algum rumo. Um rumo, sim, e nesta vida. Sob uma ótica sámkhya, não me interessa o que há antes ou depois, se é que há alguma coisa, interessa que o Conhecimento seja adquirido aqui e agora - sem desculpas, sem agentes externos (deuses, diabos, gnomos e assemelhados) e sem esperar por novas "encadernações". Há, portanto, um sentimento de urgência e de inteira responsabilidade pelos resultados.

O sámkhya, portanto, dá as tintas. A prática, a ação efetiva, é pelo SwáSthya Yôga. O SwáSthya entrou despretensiosamente em minha vida e acabou por ganhar um espaço além do que poderia imaginar - e que é seu de direito. O grau de identificação que tive com a filosofia foi intenso desde o começo, é total hoje. Uma das pemissas que no primeiro contato já se revelaram atordoantes por sua perfeição foi o conceito de tapas, em especial na forma descrita pelo Mestre DeRose no Código de Ética do Yôgin. Tapas, uma das prescrições e proscrições éticas do Yôga (yamas e niyamas) consiste justamente no esforço constante de auto-superação. Nos superamos, assim, a cada dia, em cada ação, pelo simples fato de que isso é possível.

Não vou, aqui, me alongar sobre como esse sentimento surge e se instala em determinada pessoa, até porque acredito que ele não possa ser ensinado. É fato, no entanto, que ele é condição indispensável para o verdadeiro yôgin, e por isso mesmo o Yôga é uma disciplina que, em sua prática verdadeira, profunda e objetivando sua meta, não pode ser desenvolvida por todos. Isso não é ruim ou bom, é simplesmente como as coisas são. Os muros no caminho se apresentam, e sua escalada demanda um esforço consciente de mudança. A maioria, naturalmente, fica pelo caminho, essencialmente por falta de disciplina, constância ou a orientação (e capacidade de seguir essa orientação) de um Mestre.

É clichê, mas disciplina é mesmo liberdade. É poder, em sua forma mais verdadeira, por ser fruto unicamente da vontade individual. É catalisadora das mudanças no indivíduo e em seu entorno. Falei aqui do Yôga, mas a capacidade de crescer é inerente a todos.

Basta ter consciência disso.

Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Let the games begin

Começo este blog por impulso, que também foi devidamente alimentado pela Van. Por inspiração, também, (dos blogs de) de duas pessoas: Priscila, mi hermana querida, que a cada dia se revela um artista multifacetada - canta, escreve, fotografa e cativa como ninguém, não me surpreenderá se aparecer tocando tuba genialmente. E Mr. Dani DeNardi, querido monitor, cujo blog é, para mim, um bom exemplo de sua determinação ferrenha, quase teimosia. A vocês, queridos, meus cumprimentos. À Van, que sempre catalisa, meus beijos.

De volta à escrita, após alguns anos limitados a traduções e memorandos. A ferrugem em breve dissipar-se-á.