Acho por bem, neste primeiros posts, colocar algumas idéias sobre os pontos que elenquei na apresentação do blog como coisas em que acredito. Todos, em maior ou menor grau, norteiam a condução da minha vida e da minha interação com as pessoas.
De fato, tudo teria menos brilho e sentido se não fosse pela convicção que tenho na capacidade de evolução que possuímos. Para mim, isso é visto como verdadeiro poder/dever, e pressuposto básico de uma existência que, se não é totalmente explicável e compreensível, pelo menos alberga algum rumo. Um rumo, sim, e nesta vida. Sob uma ótica sámkhya, não me interessa o que há antes ou depois, se é que há alguma coisa, interessa que o Conhecimento seja adquirido aqui e agora - sem desculpas, sem agentes externos (deuses, diabos, gnomos e assemelhados) e sem esperar por novas "encadernações". Há, portanto, um sentimento de urgência e de inteira responsabilidade pelos resultados.
O sámkhya, portanto, dá as tintas. A prática, a ação efetiva, é pelo SwáSthya Yôga. O SwáSthya entrou despretensiosamente em minha vida e acabou por ganhar um espaço além do que poderia imaginar - e que é seu de direito. O grau de identificação que tive com a filosofia foi intenso desde o começo, é total hoje. Uma das pemissas que no primeiro contato já se revelaram atordoantes por sua perfeição foi o conceito de tapas, em especial na forma descrita pelo Mestre DeRose no Código de Ética do Yôgin. Tapas, uma das prescrições e proscrições éticas do Yôga (yamas e niyamas) consiste justamente no esforço constante de auto-superação. Nos superamos, assim, a cada dia, em cada ação, pelo simples fato de que isso é possível.
Não vou, aqui, me alongar sobre como esse sentimento surge e se instala em determinada pessoa, até porque acredito que ele não possa ser ensinado. É fato, no entanto, que ele é condição indispensável para o verdadeiro yôgin, e por isso mesmo o Yôga é uma disciplina que, em sua prática verdadeira, profunda e objetivando sua meta, não pode ser desenvolvida por todos. Isso não é ruim ou bom, é simplesmente como as coisas são. Os muros no caminho se apresentam, e sua escalada demanda um esforço consciente de mudança. A maioria, naturalmente, fica pelo caminho, essencialmente por falta de disciplina, constância ou a orientação (e capacidade de seguir essa orientação) de um Mestre.
É clichê, mas disciplina é mesmo liberdade. É poder, em sua forma mais verdadeira, por ser fruto unicamente da vontade individual. É catalisadora das mudanças no indivíduo e em seu entorno. Falei aqui do Yôga, mas a capacidade de crescer é inerente a todos.
Basta ter consciência disso.
Domingo, 6 de Abril de 2008
Quinta-feira, 27 de Março de 2008
Let the games begin
Começo este blog por impulso, que também foi devidamente alimentado pela Van. Por inspiração, também, (dos blogs de) de duas pessoas: Priscila, mi hermana querida, que a cada dia se revela um artista multifacetada - canta, escreve, fotografa e cativa como ninguém, não me surpreenderá se aparecer tocando tuba genialmente. E Mr. Dani DeNardi, querido monitor, cujo blog é, para mim, um bom exemplo de sua determinação ferrenha, quase teimosia. A vocês, queridos, meus cumprimentos. À Van, que sempre catalisa, meus beijos.
De volta à escrita, após alguns anos limitados a traduções e memorandos. A ferrugem em breve dissipar-se-á.
De volta à escrita, após alguns anos limitados a traduções e memorandos. A ferrugem em breve dissipar-se-á.
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